segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dia 9 - 22 de outubro


TOULOUSE - CARCASSONE - TOULOUSE




Não conseguimos levantar cedo demais, até porque o hotel fica a 10 minutos a pé do metrô Arènes e a claridade é mais intensa apenas pelas 8 horas da manhã. Saímos umas 9:30 h do hotel. O café da manhã foi uma modesta sopinha que tinha trazido do Brasil... por acaso. Pena que não havia nenhuma padaria ou mercearia nas proximidades. Apenas rodovias, avenidas e prédios residenciais.


Pegamos o metrô, descemos na estação Marengo, onde um corredor nos levava à Gare Matabiau, que era a de trens.


Os vagões do metrô em Toulouse são mais estreitos do que os de São Paulo e nas plataformas existem portas que se abrem apenas quando o metrô para. Não existe plataforma aberta.


Compramos o passe Tribus - 1 journée, para 1 a 6 pessoas. Custou 4.20 euros. Isso dá o direito para de 1 a 6 pessoas usarem o mesmo passe durante 1 dia, por toda a rede de metrô.


O trem para Carcassone sairia às 11:36h. Como tivemos tempo na estação, fomos procurar um supermercado para comprarmos algo para comer. A primeira impressão de alimentação que tivemos na França (e isso se repetiria por toda a viagem) é que comer em padarias e lanchonetes é algo caro. Muito mais barato é comprar no supermercado.


No final da viagem, voltei com a sensação de que a diferença entre comprar no supermercado e comer fora, na França, é muito maior do que no Brasil, proporcionalmente.


Voltamos à estação, aprendemos a compostar os bilhetes naquelas maquininhas anãs, amarelinhas. É só introduzir o bilhete no lado certo e virá-lo gentilmente para a esquerda.


O trem era confortável, com aquecimento que vinha da barte de baixo para cima, e permitiu uma curta viagem agradável, passando por regiões agrícolas.


Para você ter uma ideia dos preços nos supermercados de Toulouse, aí vai:




6 caixinhas (individuais) de suco de laranja: 1,41


200g de salaminho italiano: 1.09


4 bananas nanicas: 1,05


280g de pão de forma (1/2 pacote, aproximadamente): 0,62


1 sanduíche natural de queijo e especiarias: 1,62 (compramos 2)


2 garrafinhas de água, com 750ml cada: 0,90


1 pacote de purê instantâneo de batata: 0,83


2 sopas instantâneas de legumes 1.02.




Os sanduíches e 2 dos suquinhos foram o café da manhã. Não se esqueçam que estávamos em um apart-hotel, mas na noite anterior tudo já estava fechado quando saímos para abastecer nossa despensa.


Carcassone é linda e pitoresca, mas sob chuva e frio não dá. Chegamos na cidade mais moderna, atravessamos uma ponte, seguimos por uma rua, no final viramos à esquerda, caminhamos um pouco mais... (uns 20 minutos de caminhada). E então conseguimos ver a Carcassone antiga no alto de suave colina, após atravessarmos uma ponte sobre um calmo rio com seus patinhos.


Conhecemos a cidade, mas sem o encanto que imaginávamos, devido à chuva. Visitamos suas ruelas, apreciamos suas estátuas expostas, vimos as dezenas de lojinhas (tão carinhas!!!). Assentamo-nos para tomar um café...


1 café + 1 chocolate quente: 3,40


1 cartão telefônico para ligar para o Brasil: 7,50


1 crepe com nutela: 2,50.


Ah, pra quem não sabe, o crepe na França é praticamente a massa de panqueca com recheio. Aquele que comemos no Brasil, que vem seguro por um palitinho, feito em uma espécie de máquina, é o crepe suíço, bem diferente.


Após a visita à cidadela, circundamos sua muralha, vimos as árvores cheias de frutinhas vermelhas que nos acompanhariam por toda a viagem...


Quando voltamos, passamos no Monoprix, um supermercado que tem em todo o país e que costuma ter bons preços e uma excelente variedade.


O segurança era português, e percebeu que éramos do Brasil quando conversei com meu amigo. Muito simpático, ele me disse que tinha se casado com uma brasileira, mas ele e a esposa estavam planejando ir para o Brasil, morar em Goiás... Estavam só fazendo um pé-de-meia. A atendente do supermercado (que ficava nos corredores para ajudar os clientes) era romena.


Todos os que me atenderam e me deram informações na França (até este dia, e por todos os demais) foram sempre educadíssimos, gentis e prestativos. Voltei deste amado país sem qualquer reclamação a respeito de mau atendimento.


No supermercado, querendo fazer economias dos euros, resolvi pagar no cartão de crédito (se eu tivesse bola de cristal, veria que no final das contas ainda voltaria com 1.200 reais para casa).


Mais um exemplo de preços na França:


1 pacote de roti porc cuit (comprei por engano, achei que o preço fosse uma coisa, mas era outro valor...). Era uma espécie de presunto de porco cozido. Custou 5.05. Achei caríssimo.


1 pão de forma (pacote grande): 0,89


1 lata de feijão: 0,69


1 lata de café solúvel com cevada: 1,70


500g de macarrão talharim: 1,76


100 comprimidos de adoçante: 1,05 (ah, não existe adoçante em gotas por lá...).


125g de sal: 0,61


420g de molho de tomate com manjericão: 1,24


poelée champêtre (cozido de legumes congelados): 1,47


10 ovos: 1,61


1 l de leite: 0,69


Sim, compramos isso tudo, enfiamos nas mochilas, pegamos o trem de Carcassone, chegamos a Toulouse, pegamos o metrô, descemos, fomos para o hotel onde preparei um jantar digno, rsss.


É muito prático o sistema ferroviário na França. Aliás, prático é falar com modéstia. É excelente, por isso não ficamos com preguiça de comprar tanta coisa, afinal, só teríamos de andar depois os 10 minutos até o hotel.


Ah, gastamos 2 idas ao banheiro (1,60).




Banheiros públicos na França


Na França tem de tudo: banheiro pago, não pago, banheiro onde paga se quiser. Este era uma cabine metálica, mas por dentro era um "banheiro turco". Sabe o que é isso? Ah, é uma coisa deprimente: o vaso sanitário é uma louça ao nível do chão com lugares para se colocar os pés. Muito desagradável. Eu já sabia que os banheiros públicos na França eram muito diversificados.


Em geral, os banheiros públicos masculinos não têm aqueles mictórios em que os homens ficam um ao lado dos outros. Acho muito interessante, pois evidencia um povo que realmente valoriza mais a individualidade do que nós. Uma outra coisa: há banheiros unissex. Nunca tinha visto isso, mas, em geral, em museus e outros lugares do gênero você pode encontrar banheiros assim. E tudo é muito natural. Você vai lavar as mãos ao lado de uma senhora sorridente, enquanto uma senegalesa entra em uma cabine e um francês bigodudo sai de outra. Tudo no mesmo espaço.


Na cidade de Paris, existem várias cabines nas ruas que são banheiros. Elas funcionam com uma moeda de 50 centavos e avisam se estão ocupadas ou não. Elas funcionam assim: a pessoa acaba de usar, sai da cabine e vai embora. A cabine se fecha. Daí demora um pouco para ela abrir de novo, porque automaticamente ela realizará toda uma limpeza: chão, assento sanitário, desinfecção. É muito bacana, apesar de não terem nenhum charme.

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