

TOULOUSE - LOURDES - TOULOUSE
Pegamos o trem às 10:11h para Lourdes. Chegamos às 12:12h, após pararmos em várias cidadezinhas (Lourdes foi a sétima parada). O dia foi lindo, sem chuva, sem vento forte. Do trem, víamos os Pirineus cobertos de neve, pequenas propriedades com plantações de milho, hortinhas, vacas leiteiras bem europeias (como as de desenhos animados), cavalos, patos, ovelhas... Algumas florestas...
Em Lourdes foi uma correria por conta do horário do trem de retorno. Queríamos voltar cedo para irmos ao centro de Toulouse ainda com a luz do sol para vermos a "cidade rosa".
O trem de volta seria direto e, portanto, um pouco mais rápido. Sairia às 14:04h e chegaria às 15.53h.
Lourdes é uma graça de cidade e o seu santuário é belíssimo. Fica em um vale, próximo a um rio pequeno. A gruta é bem exposta, fica no pé do santuário, em uma lateral, e lá eu senti uma emoção parecida com a que senti na Igreja de Santo Antonio, em Lisboa, ou seja, uma emoção pura, livre dos apelos do comércio. Um simples "estar com o sagrado". Isso basta.
Gostei mais de Lourdes do que de Fátima, talvez pela paisagem mais bonita e por haver uma pitoresca cidade em torno da qual se desenvolveu o santuário. Vi muitos italianos, sobretudo deficientes físicos, em peregrinação... e muitas freiras, algumas brasileiras.
O trem de retorno lotou de jovens e ouvi alguém dizendo que eram férias. Muitos viajaram de pé. Os assentos eram em espécies de cabines: 4 assentos de frente para outros quatro, em um compartimento semi-reservado. No nosso, havia 2 senhoras, 1 homem, depois entramos nós, mais 2 moças e 1 rapaz. Estranha sensação de "intimidade obrigatória", mas todos - como sempre, e em toda a parte da França - foram educadíssimos, gentis, prontos para orientar. Maravilhoso este meu querido povo. Maravilhosa essa gente alegre do Midi!
Depois passamos pelo centro de Toulouse: visitamos o Capitólio, com um confuso happy-hour em sua praça, a Ponte Saint-Pierre, vimos o Dôme de la Grave e pegamos o metrô St. Cyprien-République para voltarmos ao hotel.
O rio Garônne estava lindo, largo e manso, raso, lento...
Confesso que alguns daqueles imigrantes africanos me deixaram inseguro em certas partes de Toulouse, sobretudo perto da Gare de Matabiau. O próprio Asiz, o argelino com quem conversei na catraca do metrô na primeira noite em que cheguei, me advertiu.
Ah, o apelido de "ville rose"? Sim, sim, ele ainda vale. Mas não se se seria bem um rosa. Parece mais um rosa-atijolado, algo já puxando para um ocre/ alaranjado. Depende do sol, claro. Os tijolinhos das construções em torno da Praça do Capitólio da velha Tolosa me deram uma impressão de rosa fechado, meio encarnado. Para mim, este não é o rosa que me vem à cabeça quando alguém diz: "cidade rosa". Mas a cor é bonita. É belo e mesmo poético ver o sol lamber as paredes no fim da tarde e tudo ficar monocromático.
Mais visitas a supermercado, claro...
Aqui descobri um produto que precisamos no Brasil com urgência para os que infelizmente têm intolerância à lactose, como eu:
Sojasun (esta é a marca). Comprei sabor mirtilo. Trata-se de um iogurte. Ainda não temos nada igual no Brasil. Custa 1,74 com 4 potinhos.
Compramos também biscoito (0.94), 4 sabonetes (1,60), chá (com 25 saquinhos) 1.90.
Adorei um bolo de 800g, enorme, que custou 1,70.
Também vieram 180 g de presunto (jambon de Paris) por 2,06, 300g de leite em pó (vendido em caixa, custei a achar) por 2.09, pastilhas Vichy (1,15), 1kg de arroz (1,26), 500 g de pão de forma (0,61), 1 pacote de biscoito rechado de chocolate (0,94), 4 sobremesas de mação e morango (1,15), mais 4 potinhos de Sojasun café (1.65).
Daí vão me perguntar: quanto pão vocês compram! Mas não se esqueçam que um viajante econômico não vai almoçar e jantar fora, ok? Fazemos vários sanduíches e comemos enquanto conhecemos os lugares.
(Na foto, Santuário de Lourdes)
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