segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dia 25- 7 de novembro

(Foto: Place de la Concorde ao pôr-do-sol)
Este dia foi reservado ao Jardin des Plantes. Mas antes fomos às Arènes de Lutèce.

No Jardin des Plantes, além de caminharmos por suas alamedas, entramos no Grand Musée d'Histoire Naturelle (8 euros). O fim do dia foi no Marché aux Puces. Bem que eu tinha desconfiado que no primeiro dia em que fui lá havia algo estranho. Eu não tinha tido coragem de passar adianta das barracas de camelôs.

Desta vez, eu entrei pelos corredores infindáveis de comerciantes africanos e do Oriente Médio que vendiam toda sorte de produtos (uma espécie de 25 de Março a céu aberto) e então resolvi entrar em um galpão para fugir da multidão. Foi então que descobri o Marché aux Puces: um grande brechó e antiquário, bastante caro para bolsos de quem ganha em reais, já quase fechando, pois já era fim do dia...

Foi nossa última atração desta viagem à Europa.

No dia seguinte, pegamos o avião Paris - Lisboa em Orly (tivemos de pagar táxi, pois o horário foi muito ingrato... Nem metrôs funcionavam naquela hora. 63 euros...).

Em Lisboa, esperamos um pouco para tomarmos nosso avião direto para São Paulo...

Dia 24 - 6 de novembro


PARIS - CHANTILLY - PARIS


Pegamos o RER e fomos para a cidade de Chantilly, a uns 40 minutos da Gare. Lá, caminhamos por dentro de um bosque maravilhoso, que termina nos arredores de um campo de hipismo. Rodeamos a cerca do mesmo, passamos em uma linda alameda de árvores de folhas caducas, contornamos os fundos das estrebarias (magníficas) e avistamos o castelo.

Chantilly, com seu castelo e seus jardins, me agradaram um pouco mais do que Fontainebleau, apesar de ambos serem imperdíveis.

O interior do castelo traz o esplendor com o qual já tinha me acostumado. Há várias referências à caça e ao hipismo em várias seções.

Por fora, mais um deslumbrante jardim, com uma parte cortada por um riacho e um pequeno hameau no final. As alamedas são magníficas, e há um bosque pelo qual se pode caminhar entre as fofas folhas do outono. Só lá mesmo para se caminhar em um bosque com toda a tranquilidade e segurança.

De volta a Paris, aproveitamos a noite para irmos à Notre-Dame, onde presenciei um ofício religioso, e depois fomos ao pé da Torre Eiffel.

Dia 23 - 5 de novembro


O dia de subir na Torre Eiffel. Ah, eu vou lhe dizer o que várias pessoas disseram: é mesmo dispensável. Por isso que deixei como uma das últimas atrações.
A base da Torre é muito bonita, tem um laguinho com patos felizardos.
Preferimos subir a pé pelas escadas até o segundo andar (mais de 700 degraus!!!) pagando 4,50 euros cada um. Do segundo andar, poderíamos pegar o elevador gratuitamente até o topo. Mas sinceramente não tive coragem, rss... Estava cansado. A visão lá do alto é linda, mas gostei mais de outras alturas.
No segundo andar há uma sala com projeção de trechos de filmes que têm a Torre como elemento importante. Também há restaurantes e lojas de souvenirs.
O melhor do dia foi o Musée Grévin, de cera. O bilhete mais caro que pagamos em toda a viagem: 20 euros por pessoa, mas vale. Algumas figuras são surpreendentes e dão a impressão de se estar com a pessoa viva.

Passamos no Monoprix e voltamos para o apartamento para descansar.

Dia 22 - 4 de novembro

(Visão de Paris do alto da colina do Sacré-Coeur)
Dia reservado para andarmos à vontade por Montmartre, pois não tínhamos feito isso ainda. Queria também apagar o trauma do africano que me perseguiu no pé da colina do Sacré-Coeur.

O passei a Montmartre incluiu: Église Saint Pierre (séc. XII, a mais antiga da cidade), Place du Tertre (a charmosa praça dos pintores que pintam ao ar livre), átrio do Sacré-Coeur, les Vignes (único vinhedo da cidade de Paris), Au Lapin Agile (o cabaré), descida da butte, passando por aquele lindo jardim, pelo carrossel, enquanto as cenas do filme com Amélie Poulain me vinham à cabeça... Ruas de artesanato, Boulevard Clichy, Place Pigalle, Moulin Rouge, funicular e uma ida ao Parc de la Turlure, um jardim simpático no alto das escadarias que terminavam no prédio em que alugamos o apartamento.

Comprei uns pôsteres para colocar em molduras, belos e baratos.

Almoçamos no apartamento, saímos de novo para irmos ao Musée du Carnavalet, gratuito, maravilhoso, todo sobre a cidade de Paris. Imperdível. Surpreendeu-me muito. É mais um daqueles museus com tantas obras que a gente cansa.

Depois fomos ao pequeno jardim que o ladeia, onde uma legião de pardais comeu em minha mão as migalhas de um sanduíche. Passamos mais temop neste jardim do que pretendíamos.

Depois, fomos à Église de la Madeleine, que não se deve deixar de visitar por nada. Caminhamos pelo elegante Boulevard do Feaubourg Saint-Honoré, vitrines encantadoras, lan-house...

Ah, é dificílimo achar lan-house em Paris. E os teclados são diferentes. A gente fica doido.

O valor que paguei foi de 3,20 euros por meia hora para duas pessoas (cada uma em um computador).

Passamos em um supermercado lá perto, onde compramos mais abastecimento para nossa despensa.

Dia 21 - 3 de novembro


PARIS - BRUXELAS - BRUGES - PARIS


Uma manhã fria já na saída de Paris. A viagem de trem até Bruxelas foi de 1h e 22 minutos. Não dá para sentir mudar de país. Não se vê placa, divisória, marco. A paisagem se repete de Paris a Bruxelas.

Na Gare du Midi, poucos funcionários com os quais pudéssemos nos informar. As informações bilíngues privilegiavam o flamengo em primeiro lugar, e não o francês. Pegamos o trem que teve uma parada em Gant-St. Pieters, e depois chegamos a Bruges, em uma viagem que durou 1 hora.

Frio e garoa nos aguardavam em Bruges. Foi o dia em que senti mais frio durante a viagem. O rosto começa a arder de tão cortante estava o vento.

Uma senhora de Bruges me disse que há 50 anos todo mundo na Bélgica falava os dois idiomas. Mas hoje a divisão entre Flandres e Valônia é bem acirrada e a língua é algo bem marcante. Nem todo mundo fala francês, nem inglês.

As placas em Bruges eram todas em flamengo. Mas, de qualquer forma, o francês me ajudou quase o tempo todo em que estive na Bélgica. Apenas duas vezes tive de falar inglês para ser compreendido.

A cidade é linda. A Veneza do Norte tem muitos canais, muitas boulangeries, muitas casas que formam uma arquitetura bem harmônica. Tudo é limpo e organizado. Fomos também ao supermercado, onde compramos algumas delícias e um caderno (meu diário de viagem ficou sem folhas).

Fomos a uma brasserie comer uma coisinha gostosa e também provei dos famosos chocolates e do "macaron", uma espécie de suspiro com recheio. A unidade saía a 3 euros!

Na estação de Bruxelas (não deu tempo de visitar a capital da Bélgica...), fomos ao Carrefour e compramos algumas coisinhas...


Em São Paulo existem vários lugares para se comer macarron, para quem gosta ou quer matar a saudade


Le Vin PatisserieR$ 2,10 cadaAl. Tietê, 178, Jardins, São Paulo - SPTel. 11-3063 1094
Deli ParisR$ 2,80 o macaron grande, R$ 0,90 o miniRua Harmonia, 484, Vila Madalena, São Paulo - SPTel. 11-3816 5911
Le FournilR$ 1,50 cadaRua Sena Madureira, 1355, Vila Clementino, São Paulo - SPTel. 11-5087 0888
Pati PivaR$ 3 cada, R$ 28 a caixa com 10Rua Oscar Freire, 154, Jardins, São Paulo - SPTel. 11-3062 5046

Dia 20 - 2 de novembro


PARIS -CHARTRES - PARIS


A ida ao Père Lachaise foi só coincidência...

Acordamos, pegamos o metrô, fizemos as devidas baldeações, compramos um mapa do cemitério na porta e entramos no gigantesco Père Lachaise. Havia apenas dois túmulos que me interessavam: o de Allan Kardec e o de Edith Piaf.

Precisa de mapa, sim. E como. São muitas ruas e alamedas. Poucos turistas.

O túmulo de Kardec é um dos mais floridos. Ficamos um bom tempo em frente. Foi um local em que me senti muito bem.

O túmulo de Edith Piaf me passou muita tristeza.

Na saída, ainda visitamos outros túmulos coletivos, geralmente ligados à Segunda Guerra.

Pegamos o metrô e fomos aom Trocadero avistar a Torre Eiffel. Quase sob a Torre o tempo ainda estava muito bom, mas logo o céu ficou nublado.

Na hora do almoço decidimos pegar o trem para Chartres, a cidade da magnífica Catedral e seus vitrais. Passamos um tempo da tarde por lá, que foi mais do que suficiente para visitarmos o templo e darmos uma volta.

De volta a Paris, fomos à Gare Montparnasse, mas achamos alto o preço para subir até o alto: 10,50 euros.

Caminhamos por um centro comercial e depois em uma feira livre. Passamos na Gare du Nord para fazermos a reserva do trem para Bruxelas e tivemos de pagar os dois, apenas pela reserva (já tínhamos os bilhetes) o absurdo de 104 euros!!!

Compramos duas baguetes no retorno para o apartamento e fomos planejar o dia seguinte.

Dia 19 - 1 de novembro

(Foto: jardim do Castelo de Fontainebleau)
PARIS - FONTAINEBLEAU - PARIS


Estava mais descansado. Fomos a Fontainebleau, uma cidade a 30 minutos de Paris. De lá, pegamos um ônibus (1,70 euro por pessoa). A cidade é agradável e o castelo suntuoso que foi residência de Napoleão tem também decoração pesada (nem tanto quanto Versalhes). Por dentro do castelo, mais uma vez a sensação de muita informação. Não dá para assimilar de uma vez.

O jardim inglês é lindo, autêntico, com patos e cisnes e muitas folhas secas levadas pelo vento... A beleza do outono estava em seu esplendor. Foi inesquecível...

Na volta, descemos na Gere de Lyon, fomos à pé sob chuva à Gare d'Austerlitz pegar uma linha de metrô para o Museu de Cluny, mas tivemos de parar para brincar com os pardais dentro da Gare. É que eles comiam em nossas mãos. Nunca vi tanta intimidade, pois lá em Minas pardal é bicho arisco demais.

No museu em local que já foi termas romanas, uma fila grande, todo mundo sob guarda-chuva, mas todo mundo feliz... Havia uma exposição (muito sem graça) sobre Astérix e o restante era uma coleção variada de obras medievais. A mais majestosa era o conjunto de 6 tapeçarias intituladas "A dama com unicórnio", extremamente simbólica, que impressiona muito.

De Cluny fomos a La Villete, a cidade da Ciência. A decepção foi que a carte-musée dava acesso a uma área muito restrita, apesar de extensa. Também havia excesso de pais, de filhos, de filas, atrações com última sessão encerrada. Perambulamos tendo de abrir mochilas a todo instante, pois na França é assim. O medo do terrorismo obriga os seguranças a pedirem para abrirmos mochilas em vários locais estratégicos.

Na volta, um cara pediu para passar comigo pela porta do metrô, pois tinha se esquecido do bilhete. E o pior: ele estava segurando uma caixa com uma ave dentro. Que estranho...

Este foi o último dia de uso da carte-musée, essencial. Porém, no fundo foi bom, pois os próximos dias seriam livres para fazermos o que bem quiséssemos, sem nos preocuparmos em visitar apenas atrações abrangidas por nosso ingresso. Foram 22 monumentos em 6 dias. Ufa...

E mais supermercado:

1 lata de feijão com molho de tomate: 0,85 (adorei!!!)

2 tomates: 0,42

8 pães doces: 1,74

8 iogurtes de baunilha: 1,99

4 iogurtes de manga: 1,34

celeri remoulade (uma salada de salsão com molho): 1,90

tartiflette (batata cozida com bacon em lata): 2,30

1 lata de sardinha: 1,19

1 pote de margarina: 0,84