PORTUGAL: PORTO - VILA NOVA DE GAIA
No aeroporto...
Após 40 minutos em uma fila de visitantes que não eram procedentes da União Europeia, fomos atendidos pela fiscal da alfândega. Muito simpática, ela nos contou que muitos vêm... e retornam para o Brasil, sem poderem entrar. Depois, mala e mochilas foram abertas por um fiscal. Tudo verificado: vouchers, dias de entrada e saída no país, roteiro de visita a Portugal. Eles morrem de medo de brasileiro que entra para não sair mais...
Compramos no saguão do aeroporto um andante (11 euros para cada um), um bilhete que dá direito a usarmos à vontade, por 3 dias consecutivos, os lindos trens urbanos (tramways), aos quais eles chamam de métro, e também os ônibus e funicular. No Porto, quase todos os métros eram de superfície.
Uma graça esses vagões amarelos: aperta-se um botão para se abrir a porta. Tudo limpo. Impecável. Organizado, como quase tudo no norte de Portugal. Meios de transporte usados por uma gente realmente educada. Aquela foi a primeira e real sensação de se estar na Europa. Era um prazer apertar o botão (por fora ou dentro do métro) e ver a porta se abrir para quem entra ou sai.
Fomos diretamente à estação ferroviária de Campanhã. Lá, começamos a usar o nosso europass. Trocamos 1 dos dias (eram 8 dias que compramos, dentro de um período de 2 meses, para 4 países: Portugal, Espanha, França e Benelux - Bélgica, Holanda, Luxemburgo). O roteiro escolhido foi Porto - Lisboa. Preço de reserva do bilhete por pessoa: 4 euros.
Só então fomos ao hotel, o Residencial Davilina, localizado a 100 metros da parada "João de Deus" do métro, na cidade de Vila Nova de Gaia. O hotel, modesto, era um 3 estrelas, mas eu o consideraria um 2 estrelas "plus". O quarto era pequeno e quente e, no primeiro dia em que chegamos, a sensação era de fazer uns 30 graus na rua! Nosso quarto não tinha frigobar, nem ar condicionado - só um ventilador - que foi amplamente usado por nós. A TV a cabo era de 14 polegadas! O melhor do quarto era o banheiro, relativamente grande: banheira, lavabo, bidet daqueles antigos. Tinha ainda um armário para roupas e calefação. O elevador era minúsculo. Em suma, o hotel era decente, com um serviço gentil de recepção.
Ao sairmos pela primeira vez do hotel, fomos ao supermercado Minipreço ( o mesmo da rede O Dia, que temos em São Paulo). Inclusive, lá encontramos vários produtos idênticos aos que compramos no Brasil.
Com 8,50 euros nós compramos:
1 cartão telefônicos que permitiu que falássemos 1 hora e meia para o Brasil (5,90);
2 garrafas de água mineral (0,20);
1 iogurte Liegois chocolate (0,23);
1 iogurte de fruta com cereais (0,41);
1 pacote grande de fritas (0,43);
1 barra de chocolate com arroz (0,38);
4 croissants (0,99).
(Os preços que aqui coloco são todos pelo total dos produtos, e não por unidade)
Os iogurtes eram de excelente qualidade e preço!
Naquela compra deu pra ver que as coisas não eram assim tão caras como pensávamos. Pelo menos na cidade de Gaia...
No Minipreço, as sacolinhas de supermercado eram pagas à parte (2 centavos cada).
Fomos em seguida circular por alguns pontos turísticos do centro.
Gaia e Porto
Mas antes tenho de lhe explicar o que é Gaia e o que é Porto. São duas cidades independentes, mas geminadas, separadas por várias pontes. A mais linda delas era atravessada pelo métro (a ponte D. Luís I), tendo o rio Douro com suas barcas muitos metros abaixo, em um vale serpenteado por morros cheios de casinhas antigas e um cais magnífico (o Cais da Ribeira).
O rio Douro é uma graça e uma bênção para o norte de Portugal. É lindo vê-lo coroado de luz dourada no crepúsculo, refletindo nas casas da ribeira.
A magnífica Sé
Da ponte, pegamos o métro e partimos para o centro, onde fica a estação S. Bento. Visitamos alguns largos e interiores de igrejas, bem como o agitado centro, mas o ponto máximo do dia foi a Sé do Porto, imponente e majéstica no alto de uma colina, desde o século XII (para nós, brasileiros, tudo o que tem mais de 500 anos é muito antigo!!!, rss). É românica por origem, depois recebeu influência gótica (seus claustro arranca suspiros!) e barroca em seguida. Aliás, é profusamente barroca, de maneira como não temos no Brasil. Ficamos um bom tempo na igreja e em seu claustro, até que o gentil bilheteiro nos disse que já estaria fechando, mas que não era preciso pressa para sairmos.
A igreja - que emociona ao ponto das lágrimas - tem entrada gratuita. Para o claustro cobram-se 3 euros por adulto. Vale à pena. Vale muito. É lindo. É cinematográfico. Lembrei-me de tantos filmes, como O Nome da Rosa.
No mesmo dia, fomos a uma agência de turismo local e pagamos por um passeio para o dia seguinte (Barcelos, uma das cidades da qual provêm meus ancestrais). O valor foi 40 euros por pessoa.
Na volta ao hotel, após o deslumbre do pôr-do-sol doirado sobre o Porto, retornamos ao Minipreço. Então compramos:
4 achocolatados líquidos (tipo Todynho, mas com biscoito maria diluído) - 1,49;
4 potinhos de iogurte com creme Stracciateli - 1,09;
250g de mortadela - 0,79;
6 pães de leite - 1,49;
500 g de margarina light - 0,74;
2 iogurtes Aloé Vera (babosa, pra quem não sabe) - 1,58;
1 refrigerante sem gás de maracujá com laranja (1 litro) - 0,57;
1 litro de água mineral - 0,40;
3 sacolinhas - 0,06.
Vale lembrar que refrigerante em Portugal não é necessariamente refrigerante com aditivos químicos, como no Brasil. Este que compramos era bem mais natural. O total da segunda ida ao supermercado foi de 8 euros e 21 centavos.
O povo do Norte
Minhas primeiras impressões sobre o povo do Norte de Portugal é que todos são muito educados, sinceros e afáveis. Senti-me informado e ajudado por todos os que procurei. A exceção foi quando descemos as ruelas e becos que ficam nos morros que terminam no pé da Sé. Nossa intenção era chegar ao rio Douro descendo por lá, mas nos sentimos inseguros. Sentimo-nos como dentro de um grande cortiço, de onde nos espreitavam das frestas das janelas. Houve até mesmo uma briga de família em um dos becos. Foi o que nos impulsionou realmente para deixarmos a visita ao rio para o dia seguinte.
No aeroporto...
Após 40 minutos em uma fila de visitantes que não eram procedentes da União Europeia, fomos atendidos pela fiscal da alfândega. Muito simpática, ela nos contou que muitos vêm... e retornam para o Brasil, sem poderem entrar. Depois, mala e mochilas foram abertas por um fiscal. Tudo verificado: vouchers, dias de entrada e saída no país, roteiro de visita a Portugal. Eles morrem de medo de brasileiro que entra para não sair mais...
Compramos no saguão do aeroporto um andante (11 euros para cada um), um bilhete que dá direito a usarmos à vontade, por 3 dias consecutivos, os lindos trens urbanos (tramways), aos quais eles chamam de métro, e também os ônibus e funicular. No Porto, quase todos os métros eram de superfície.
Uma graça esses vagões amarelos: aperta-se um botão para se abrir a porta. Tudo limpo. Impecável. Organizado, como quase tudo no norte de Portugal. Meios de transporte usados por uma gente realmente educada. Aquela foi a primeira e real sensação de se estar na Europa. Era um prazer apertar o botão (por fora ou dentro do métro) e ver a porta se abrir para quem entra ou sai.
Fomos diretamente à estação ferroviária de Campanhã. Lá, começamos a usar o nosso europass. Trocamos 1 dos dias (eram 8 dias que compramos, dentro de um período de 2 meses, para 4 países: Portugal, Espanha, França e Benelux - Bélgica, Holanda, Luxemburgo). O roteiro escolhido foi Porto - Lisboa. Preço de reserva do bilhete por pessoa: 4 euros.
Só então fomos ao hotel, o Residencial Davilina, localizado a 100 metros da parada "João de Deus" do métro, na cidade de Vila Nova de Gaia. O hotel, modesto, era um 3 estrelas, mas eu o consideraria um 2 estrelas "plus". O quarto era pequeno e quente e, no primeiro dia em que chegamos, a sensação era de fazer uns 30 graus na rua! Nosso quarto não tinha frigobar, nem ar condicionado - só um ventilador - que foi amplamente usado por nós. A TV a cabo era de 14 polegadas! O melhor do quarto era o banheiro, relativamente grande: banheira, lavabo, bidet daqueles antigos. Tinha ainda um armário para roupas e calefação. O elevador era minúsculo. Em suma, o hotel era decente, com um serviço gentil de recepção.
Ao sairmos pela primeira vez do hotel, fomos ao supermercado Minipreço ( o mesmo da rede O Dia, que temos em São Paulo). Inclusive, lá encontramos vários produtos idênticos aos que compramos no Brasil.
Com 8,50 euros nós compramos:
1 cartão telefônicos que permitiu que falássemos 1 hora e meia para o Brasil (5,90);
2 garrafas de água mineral (0,20);
1 iogurte Liegois chocolate (0,23);
1 iogurte de fruta com cereais (0,41);
1 pacote grande de fritas (0,43);
1 barra de chocolate com arroz (0,38);
4 croissants (0,99).
(Os preços que aqui coloco são todos pelo total dos produtos, e não por unidade)
Os iogurtes eram de excelente qualidade e preço!
Naquela compra deu pra ver que as coisas não eram assim tão caras como pensávamos. Pelo menos na cidade de Gaia...
No Minipreço, as sacolinhas de supermercado eram pagas à parte (2 centavos cada).
Fomos em seguida circular por alguns pontos turísticos do centro.
Gaia e Porto
Mas antes tenho de lhe explicar o que é Gaia e o que é Porto. São duas cidades independentes, mas geminadas, separadas por várias pontes. A mais linda delas era atravessada pelo métro (a ponte D. Luís I), tendo o rio Douro com suas barcas muitos metros abaixo, em um vale serpenteado por morros cheios de casinhas antigas e um cais magnífico (o Cais da Ribeira).
O rio Douro é uma graça e uma bênção para o norte de Portugal. É lindo vê-lo coroado de luz dourada no crepúsculo, refletindo nas casas da ribeira.
A magnífica Sé
Da ponte, pegamos o métro e partimos para o centro, onde fica a estação S. Bento. Visitamos alguns largos e interiores de igrejas, bem como o agitado centro, mas o ponto máximo do dia foi a Sé do Porto, imponente e majéstica no alto de uma colina, desde o século XII (para nós, brasileiros, tudo o que tem mais de 500 anos é muito antigo!!!, rss). É românica por origem, depois recebeu influência gótica (seus claustro arranca suspiros!) e barroca em seguida. Aliás, é profusamente barroca, de maneira como não temos no Brasil. Ficamos um bom tempo na igreja e em seu claustro, até que o gentil bilheteiro nos disse que já estaria fechando, mas que não era preciso pressa para sairmos.
A igreja - que emociona ao ponto das lágrimas - tem entrada gratuita. Para o claustro cobram-se 3 euros por adulto. Vale à pena. Vale muito. É lindo. É cinematográfico. Lembrei-me de tantos filmes, como O Nome da Rosa.
No mesmo dia, fomos a uma agência de turismo local e pagamos por um passeio para o dia seguinte (Barcelos, uma das cidades da qual provêm meus ancestrais). O valor foi 40 euros por pessoa.
Na volta ao hotel, após o deslumbre do pôr-do-sol doirado sobre o Porto, retornamos ao Minipreço. Então compramos:
4 achocolatados líquidos (tipo Todynho, mas com biscoito maria diluído) - 1,49;
4 potinhos de iogurte com creme Stracciateli - 1,09;
250g de mortadela - 0,79;
6 pães de leite - 1,49;
500 g de margarina light - 0,74;
2 iogurtes Aloé Vera (babosa, pra quem não sabe) - 1,58;
1 refrigerante sem gás de maracujá com laranja (1 litro) - 0,57;
1 litro de água mineral - 0,40;
3 sacolinhas - 0,06.
Vale lembrar que refrigerante em Portugal não é necessariamente refrigerante com aditivos químicos, como no Brasil. Este que compramos era bem mais natural. O total da segunda ida ao supermercado foi de 8 euros e 21 centavos.
O povo do Norte
Minhas primeiras impressões sobre o povo do Norte de Portugal é que todos são muito educados, sinceros e afáveis. Senti-me informado e ajudado por todos os que procurei. A exceção foi quando descemos as ruelas e becos que ficam nos morros que terminam no pé da Sé. Nossa intenção era chegar ao rio Douro descendo por lá, mas nos sentimos inseguros. Sentimo-nos como dentro de um grande cortiço, de onde nos espreitavam das frestas das janelas. Houve até mesmo uma briga de família em um dos becos. Foi o que nos impulsionou realmente para deixarmos a visita ao rio para o dia seguinte.
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