segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dia 6 - 19 de outubro


LISBOA - ÓBIDOS - ALCOBAÇA - NAZARÉ - BATALHA - FÁTIMA - LISBOA


Ah, sim, isso é um pacote pronto. Fechado. Pago com antecedência no Brasil. Pelo amor do seu bolso, não faça isso! A melhor coisa é fazer um pacote no próprio local, pesquisando no hotel aqueles folhetos que as agências deixam nas recepções. Foi insegurança minha ao viajar para um país ainda desconhecido. Não sabia como as coisas funcionavam por lá e, para variar, as informações que obtive antes - por email - não foram as mais esclarecedoras por parte das agências portuguesas. Só por isso paguei. Um roteiro deste sai a 85 euros com almoço. Bobagem: você acha por 40, 48 euros sem almoço e gasta 10 comendo... ou leva seu sanduíche. Enfim... Vamos ao que interessa.


Meu objetivo era única e exclusivamente fazer um roteiro que fosse a Fátima, por pura consideração à banda católica da família. Imagina, eu ir a Portugal e não pisar no famoso santuário. Confesso que nunca tinha ouvido falar desses outros lugares, nem sabia o que encontraria por lá.


Valeu à pena? Sim. É bastante corrido, a guia fez o basicão para embolsar seus 120 euros (a média que um guia ganha por dia em Portugal), o almoço foi frugal... mas valeu sim.Conhecemos pessoas bacanas e os locais visitados foram interessantes.


Óbidos é uma cidade cercada em grande parte por uma muralha de um castelo. Daí já vale, para nós, brasileiros descastelados, a visita. Basicamente, a cidade tem duas ruazinhas, cercadas por casinhas brancas com floreiras e igrejas. Várias. Interessantes, geralmente com ênfase no barroco. Antes de se ter acesso à cidade, avista-se um aqueduto de 3km (Aqueduto da Usseira ou de Óbidos), mandado construir por D. Catarina da Áustria...


O castelo é em estilo medieval e confesso que nem soubemos se dava para entrar. A ênfase foram as muralhas ao redor da cidadela. Foi eleito uma das 7 maravilhas de Portugal. Aliás, visitei, mesmo sem saber, todas as 7 nesta viagem... (Vamos lá... Sei que ficou curioso: Castelo de Guimarães, Castelo de Óbidos, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro de Batalha, Mosteiro dos Jerônimos, Palácio Nacional da Pena e Torre de Belém são os sete...). Nas ruazinhas, são encontradas várias lojinhas de artesanato com a famosa ginginha, um licor feito a partir de uma cerejinha que é esmagada.


O segundo roteiro do dia foi em Alcobaça, onde percorremos a cidade a pé por uns dez minutos até termos acesso ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a primeira obra verdadeiramente gótica construída em Portugal. É lindo. Para quem gosta de arquitetura, tem de conhecer. O início do mosteiro data de 1178. Além do mais, em seu interior podem ser vistos e estudados os dois sarcófagos famosos: de D. Inês de Castro, a plebeia que se tornou rainha depois de morta, e de seu amado D. Pedro I, o Terrível (ou o Justo, como dizem outros). Não tem nada a ver com o nosso. Dê uma olhada nos livros de história, ok? Este D. Pedro nasceu e morreu no século XIV.


Em seguida, fomos para o vilarejo de Nazaré, à beira mar. Uma cidadezinha linda, cercada de tradições, de eternas viúvas cobertas de negro dos pés à cabeça, peixinhos sendo secados ao sol na praia e falésias coloridas ao redor da cidade. Almoçamos uma salada, queijinho de cabra, peixe à milanesa e um raso pires de arroz doce como sobremesa. Ah, sim, houve vinho, cafezinho, licor... A gente bebe tudo, já que pagou mesmo, rss.


No início da tarde, fomos a Batalha visitar o Mosteiro de Batalha (ou de Santa Maria da Vitória), mandado construir por D. João I por agradecimento à vitória na batalha de Aljubarrota. Seu início é de 1386. É um exemplo do gótico português tardio, também chamado de manuelino. Nas chamadas Capelas Imperfeitas, vê-se uma série de túmulos de reis portugueses, conhecido como Panteão de D. Duarte.


O ponto final do dia foi em Fátima, antes passando por uma espécie de "shopping center religioso" em que as pessoas que o desejaram puderam comprar todo tipo de souvenir religioso, inclusive para benzer no santuário. Fátima é um lugar agradável, isolado da cidade de mesmo nome. Ou seja: no santuário só existe o santuário. Todo clean, na cor branca, divide seu espaço entre a igreja em que podem ser vistos os túmulos dos três pastores (Francisco, Jacinta e Lúcia, que se tornou freira), a capela das aparições, rodeada por bancos externos em que ficam pessoas orando e o santuário do Sagrado Coração na outra extremidade do grande espaço aberto. Uma igreja enorme, devo dizer bem. Moderna e muito agradável.


Na volta, ficamos no centro da cidade. Tentamos procurar uma lan-house para usar internet. Foi um custo. Encontramos um café no qual, após algum consumo, podia-se usar os computadores. Não precisa nem dizer que, mais uma vez, não entendi as instruções para encontrar os benditos computadores e quase me estressei novamente com a dificuldade que os lisboetas têm em dar informações simples. Lamento. Mas não sou o primeiro turista a dizer isso... E o pior de tudo: eles têm coragem de dizer, com a cara mais deslavada: "acho que já te dei esta informação"...
(Foto: Santuário de Fátima)



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